segunda-feira, 22 de setembro de 2008

green knees

“Wow, look at the grass stains on my skin. I say, if you knees aren’t green by the end of the day, you ought to seriously re-examine your life.”- Calvin and Hobbes

got it , fool?!?!?

domingo, 21 de setembro de 2008

mudanças

Ontem resolvi mudar. E aqui também. E a 1ª mudança visível, vai ser esta: o que até aqui era "esta semana no meu ipod", vai passar a ser a "música para os meus ouvidos".

sábado, 20 de setembro de 2008

Home is were your heart is

Ontem a noite foi diferente. O fresco da escuridão aguçou-me os sentidos e a imaginação. Gosto da noite. Gosto do fresco. Gosto do frio. Mesmo quando extremo, faz-nos sentir. Faz-nos sentir vivos, ou querer estar vivos. E sentir-nos mais confortáveis. Obriga-nos a mexer. E o movimento, é bom! Não é preciso avançar. Basta mexer. Deixamos cair o que é acessório, que pesa, e que já não interessa. Já cumpriu o seu papel. Ontem a noite foi diferente. O som das gaivotas enganava-me e o som do trânsito ao longe, bem que podia ser o mar. A lua bem clara, ajudava-me a ver melhor, mas apenas por um momento. Eu estava onde já estive. Ou seria só impressão minha? Seria só sugestão? Talvez as nuvens, que ontem assumiam formas, como já não via fazia muito tempo, me estivessem a pregar uma partida. Já não me lembrava de seguir as nuvens no céu. Mas ontem, aconteceu. E não foi em casa. Foi noutro lado. Ou não? Quando comecei a minha viagem, aprendi que a nossa casa, é o que carregamos conosco. Os 20kilos de bagagem, e as toneladas no coração. Ontem senti outra coisa: a nossa casa, é onde está o nosso coração. E não foi um truque da lua. Mas se calhar, foram as nuvens... ou seria o fresco?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

NHEDASSE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Reality continues to ruin my life. - CALVIN
Life’s disappointments are harder to take when you don’t know any swear words.- CALVIN

Hoje só me apetece gritar, e comer ameixas verdes...
NHEDASSE!!!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

esta semana no meu ipod - 02

De música, tinha muito para escrever. Resolvi seleccionar uma banda, porque além de ser uma das minhas preferidas, lançaram recentemente um album novo, e é presença regular nas minhas selecções. Os Sigur Ros são uma banda islandesa. O nome, em islandês significa "rosa da vitória" (pronuncia-se "si ur rous") e é o mesmo da irmã de um dos elementos, Jónsi, Sigurrós, que nasceu no mesmo dia em que a banda foi fundada. Com um som melódico, ás vezes hipnótico, outras vezes estridente e revoltado, dificilmente é indiferente. Os vídeos da banda são lindíssimos, deliciosos, alguns geniais mesmo. Os Sigur Ros conquistaram um espaço de referência, e a sua música é utilizada frequentemente seja em documentários seja em anúncios publicitários. Aconselho os curiosos a começarem por ouvir o album TAK ( talvez seja o mais "acessível" para quem é ouvinte mainstream), e vão por aí adiante... dêem uma volta também pelo YOUTUBE , e vejam os vídeos. Como vos disse, é uma das minhas bandas preferidas. Acho estupenda a capacidade deles de criar atmosferas, e de criar uma simbiose de emoções com o ouvinte, que para mim, é uma das grandes qualidades de qualquer grande banda. Espero que gostem.

Sigur Ros - site da banda


http://www.lastfm.pt/music/Sigur+R%C3%B3s

Sigur Ros - Glósóli video

Sigur Ros - Hoppipolla

Sigur Ros - Viorar Vel Til Loftarasa video

Sigur Ros - Svefn-g-englar video


fases

Como disse no post anterior, tenho andado ocupado. Mas sendo totalmente sincero, não tinha deixado de escrever aqui. Eu explico: escrevi pelo menos 4 posts, que acabei por não publicar, porque ou caíam sobre o tema MÚSICA (e não é minha pretensão escrever sobre música, nem me considero minimamente habilitado para tal), ou a dada altura não me pareciam coerentes o bastante. anyway...

Neste meio tempo, tive oportunidade de falar com pessoas com quem já não falava há algum tempo. Pessoas. Ora aqui está um bom tema sobre o qual escrever... mas não será neste post. Neste vou falar só num tipo. Há algumas pessoas com quem temos uma empatia especial. Podem até nem ser as pessoas com quem dispendemos mais tempo, ou mais "Quality Time". São simplesmente pessoas que se cruzam, ou cruzaram conosco, e que por qualquer razão, ficam conosco, ou com um bocadinho de nós. E de vez em quando aparecem de novo, e parece que foi ontem que estiveram consco. Ás vezes fazem-nos recordar momentos, situações, fases da vida, ou até da nossa pessoa. Outras vezes, parece que elas é que nos conhecem bem. Têm várias maneiras de nos "tocar".Têm vários efeitos sobre nós. Mas mais importante que as boas ou más recordações que trazem com elas, elas tocam-nos, e relembram que há coisas que devemos recordar. Sejam elas boas ou más. Porque até as más nos deram o poder de dizer que não gostamos de isto ou daquilo, e não queremos para nós frito, ou cosido.

Para um destes "viajantes", obrigado por me teres recordado de algo que tinha colocado na net, noutra altura, noutro estado de espírito, noutra "Fase". ;)

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondido,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser teu,
tenho outras de ser sozinho.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser seu...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

adapt. Cecília Meireles

Livros

Faz algum tempo que não vinha aqui mandar umas postas de pescada. Não só a minha vida tem andado ás voltas, como também tenho "perdido" algum tempo com outro dos meus passatempos preferidos: a leitura. Tenho feito alguma investigação em termos profissionais, mas também tenho lido "just for fun". O hábito da leitura foi-me incutido pelos meus pais, que não acreditavam muito em livros do Tio Patnhas ou da Marvel. As minhas histórias de cabeceira, não eram o capuchinho vermelho ou a Bela Adormecida, mas a história de David e Golias, A Ilíada, a Odisseia, ou outras dos Clássicos. Ainda sou do tempo em que desenhos animados na TV, eram só durante 1 hora por dia(excepto ao fim de semana em que salvo erro passava a 2 horas a seguir ao TV RURAL) , não havia telemóveis, Ipods, ou afins, o que me levou a aprender a gostar de livros e mais tarde, a ler. Fascinava-me aqueles objectos que tinham tantas histórias, tantas coisas para descobrir. Não descansei enquanto não passei da fase de ver as figuras, para a fase da leitura. Bastava dar-me um livro para as mãos, e lá "desaparecia" eu. Aliás, ainda hoje :) . Não tendo irmãos nessa altura para me distrair ( até vir a minha peste loura, que agora é a minha Princesinha), foi com os livros que aprendi a imaginar, a criar, a querer fazer. Falando em leitura, não posso deixar de referir um blog que considero bastante interessante. Não por um dos bloggers ser minha amiga ( conheço gente tão interesante :) ), mas por ser interessante mesmo. O que poderia ser um tema relativamente desencorajador (a crítica, ou partilha de experiência de leitura), é exposto numa forma interessante informal e curiosa. Em meia dúzia de linhas, as meninas dão-nos um lamiré da história, alguma informação interessante, e a experiência pessoal da sua leitura. É realmente encorajador ler a forma como cada livro "as toca", o que sentiram ao ler, e eventualmente conhecer alguns autores que poderiam passar-nos ao lado. Acreditem que é bem melhor, que esta minha descrição. Dêem lá um salto. É bom o bastante para me ter motivado a recomeçar a ler, coisa que apesar ser meu hábito, andava a esquecer. O link para o dito blog, já estava há algum tempo aqui ao lado, mas aqui vai de novo para quem por acaso não lhe passou cartucho: The Rendition Experience.

Fazendo um pouco o papel da minha amiga ( sorry, Val :) de certeza que não tenho o teu talento para fazer isto ;) ), vou falar-vos do livro em que peguei de novo. Um livro de que gosto bastante: " Fight Club" de Chuck Palahniuk. Já o li 4 vezes, pelo menos. Alguns terão visto o filme, mas só conheço 3 pessoas que leram o livro. Como é normal, pelo menos com as pessoas que conheço, acho o livro melhor que o filme. As imagens são fortes, mas de cada vez que releio o livro, encontro pelo menos uma frase nova que me inspira, que ganha nova força ou significado. Como se lembrarão, o filme é intenso. Tem uma mensagem, que talvez toque em especial a minha geração, mas que pode ser transportada para outras. É só trocar a mobília do IKEA por outra coisa qualquer, mas o desalento, o enfado, o desconhecimento próprio, e porque não a queda num estado de loucura (ou não), pode ser encontrada facilmente em diferentes pessoas dos mais diversos estratos sociais, profissões, etc.. Como disse acima, é um livro que me diz muito. De tal maneira, que foi até inspirador do meu "project mayhem", e volta e meia, ao reler algumas frases, não posso deixar de sorrir, por achar que ali encontro não só verdades, mas porque não, alguma força para me empurrar para a frente. Costuma-se dizer que uma imagem vale mais que mil palavras, mas neste caso, acho que a força da imagem, não faz juz ás palvras, e pode até "distrair", e não dar tempo de pensar nelas até. Se quiserem saber mais sobre a obra, clickem aqui . Depois de ter recomeçado a ler, acabei por me lembrar da minha última experiência de leitura. Foi traumática. O livro, era "O chão que ela pisa" de Salman Rushdie (o mesmo que pôs os fundamentalistas islâmicos em polvorosa com outro livro, "os versículos satânicos"). Ainda hoje não sei como é que demorei tanto tempo a ler este livro. Ok, é grande. Mas a história ( uma relação amorosa a 2 ou 3 , ou... e uma crónica geracional também), é mesmo interessante. Mas porque raio me custou tanto? Eu que normalmente devoro um livro em 3, 4 sessões de leitura, demorei 1 ano a ler este...enfim..mas acabei, e recomendo. Ah, e não resisti, e já comprei, também de Chuck Palahniuk, o "Non Fiction". Mas este, peço á minha amiga para escrever sobre ele.... :)