quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

toughts...

Coisa que vejo....
Uma mulher tem um amigo próximo. Isto significa que provavelmente ele está interessado nela, e talvez por essa razão está sempre presente. Ela vê-o unicamente como um amigo. E aqui, a coisa começa sempre por "...és um gajo espectacular, mas eu não estou apaixonada por ti." Ora isto é o equivalente ao tipo ir a uma entrevista de emprego, e a empresa dizer" Você tem um CV excelente, possui as qualificações que procuramos, mas não o iremos contratar. No entanto, manteremos o seu CV como base de comparação com os de outros candidatos. Iremos igualmente contratar alguém muito menos qualificado, provavelmente até alcoolico. Se não for bem sucedido, contrataremos outra pessoa, que não você. Na verdade, nunca o iremos contratar. Mas de tempos a tempos, entraremos em contacto consigo, para apresentar queixas sobre a pessoa contratada."

sábado, 6 de dezembro de 2008

música para os meus ouvidos

Este é um post fora de tempo. de certeza que, a quem eu dedicaria estas músicas, não lê este blog. mas também não interessa. Este é um momento de "purga " pessoal...e ouvir uma das músicas, fez-me recordar momentos, e achei que neste canto de semi-intimidade, e especialmente sob este tema, de música que acho de qualidade, faz todo o sentido falar dos The Libertines. Este grupo, formado no fim da década de 90, tem tudo para ser uma das lendas da música: génios na sua formação, um historial de histórias, músicas que se tornaram hinos, e um final prematuro, mas com constantes rumores de uma reunião. Uma espécie de Beatles, se o Lennon não tivesse ido desta para melhor...só que aqui Lennon é Peter Doherty, e Mcartney é Carl Barât. E não há Yoko Ono, mas há Kate Moss (o que convenhamos, apesar de não ser o "sol da minha praia", é decididamente melhor que a Yoko...). Esta dupla dona de um talento fabuloso, apenas estrangulado pelo uso excessivo de substâncias ilegais de alta potência, por parte de Peter, fez a sua carreira e foi uma constante das capas dos jornais, mas não confundam....a publicidade, não é qualidade. E se muita gente tem a publicidade, eles tinham ambos. Esta dupla criou uma imagem "semi-punk", onde os concertos no apartamento que partilhavam, os bootlegs e convívio próximo com os fans, além de serem famosos e muito diferentes do perfil distante de estrela que normalmente se cultiva actualmente, lançou-os, e criou esta aura e culto que ainda permanece. O talento criativo de ambos, as letras das músicas ,que a dada altura eram o reflexo puro da relação entre ambos, e/ou da sua degradação, merecem que se dê uma vista de olhos sobre eles. Pete e Carl, já não tocam juntos. Cada um tem a sua banda. Kate Moss, também já não está na vizinhança. Estou-me borrifando para a Kate. Mas tenho pena que Pete e Carl já não gravem em conjunto....Damned Brownie!!..

PETE DOHERTY - MUSIC WHEN THE LIGHTS GO OUT

The Libertines - Can't Stand Me Now

E para ti que não vais ler: i couldn't hide behind the gin....i told you when i stopped hearing the music...

e para ti que talvez um dia leias..

Pete Doherty - For Lovers

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Da Crunch!!

Pois é...a dádiva da globalização, para além das deslocalizações de empresas, ténis baratos, lojas de preço único, e coisas do género, foi a de que cada vez mais não estamos sozinhos no mundo, mas infelizmente, normalmente não nas melhores razões. Se antes em termos económicos, se costumava dizer que "se a américa espirra, o mundo constipa-se", podemos dizer agora que por esta altura o mundo inteiro está de cama, e nem se sabe se, ou como vai reagir a antibióticos! Vem isto a propósito da crise mundial, ou como lhe chamam os bifes, "the credit crunch".
Gosto bastante de História, e nas horas de leitura que tenho sobre o assunto, se houve coisa que aprendi, foi que a história tem tendência a repetir-se. Só ainda não percebi se devido à estupidez humana, de não saber recolher as experiências do passado, se por optimismo excessivo. Mas o certo, é que a história repete-se,e tem os seu ciclos...ora bons, ora maus. Talvez por isso, e sem dúvida por ter nascido nesse país abençoado pela Nossa Senhora da Santa Crise Constante, crise, sempre foi palavra que não me meteu medo. E como para mim para um problema, existem várias soluções, quando vi que não poderia escapar à dita cuja Nossa Senhora, meti a mochila ás costas, e vim fazer pela vida para o Reino Unido. Longe de mim pensar, que passado um ano aqui, me veria outra vez atingido pela dita senhora...
Como já todos estarão carequinhas de saber, esta não é uma crise "normal". Não só pelas razões que a originaram, mas também pelo impacto global que teve/tem. As relações comerciais globais, ampliaram o "efeito borboleta", e não há quem lhe escape. Por exemplo, se a Alemanha não compra, despede-se em Portugal. Como já disse, acho natural que hajam "ciclos", e que naturalmente o bom suceda o mau, e vice-versa. Os tempos de prosperidade, sucedem os de crise. Pacífico. O que me custa a engolir nesta, sinceramente, é que meia dúzia de senhores, a receber fortunas, consigam "enterrar" mais de meio mundo. E irrita-me solenemente, que depois, seja preciso ser o "pé-rapado" a pagar a factura, a comprar bancos falidos, enquanto esses senhores recebiam prémios de produtividade (sim, isso mesmo...e por exemplo aqui no UK, na ordem do milhão de libras/ano)...mas enfim....também não me vou alongar muito sobre o assunto. Temos crise, é o que é...E segundo alguns analistas, a maior que já se viu desde as Guerras Mundiais...segundo outros, irá custar ao mundo, precisamente o dobro do que custou a I Guerra Mundial. Pois eu acho que até não é mau, sinceramente....quer dizer, a I Guerra Mundial, já foi quase há 100 anos...o que não paga a actualização da inflação, e ainda para mais, foi a preto e branco! Se a isto juntarmos a quantidade de mortos e de chatices que se poupou, até acho que não foi mau negócio...
Quando aqui rebentou a "bomba" do banco Northern Rock, que o governo Inglês adquiriu, juro que pensei, quando é que iria ver acontecer algo parecido na minha terrinha. Demorou um bocadinho, mas como não podia deixar de ser, ou não fosse em Portugal, claro que tinha de ter saloiada pelo meio. E o bendito estado português acaba por comprar um banco falido, envolvidíssimo em golpadas, que pelos vistos toda a gente sabia, menos o governador do banco de Portugal, e a revelarem tráficos de influências, que se muito boa gente tivesse vergonha, fechava-se em casa. E se outros tivessem coragem, fechavam-nos era na prisão. Só em Portugal se vê este compadrio e tráfico de influências, ás claras, com tão pouca vergonha. Ao menos os italianos não "bufam" porque, porra, a Camorra manda-os direitinhos ao Céu, sem passar pelo Vaticano....O que é certo, é que nos está a doer a todos...e aqui também tocou bastante, especialmente na minha área de trabalho.E eu, não escapei. Vi-me de novo á procura de trabalho. Mas curiosamente, ou não, mesmo quando as coisas começaram a ficar mais complicadas, nunca perdi a certeza que me iria orientar. E acbou por acontecer.
Arranjei trabalho, mas noutra cidade. Quando já me sentia meio "Bromie" (habitante de Birmingham), eis que vou eu direito a Sul, para a terra onde andou o compatriota Pedro Mendes (que já não encontrei aqui, pois foi jogar para Glasgow), para Portsmouth. Agora sou "Pompey".
Uma das coisas boas da crise, é a "triagem" que faz...é uma espécie de selecção natural. Os mais fortes, ou mais aptos, sobrevivem. E como jogo de cintura é coisa que não me falta, tenciono sobreviver, e ultrapassar o Crunch!

(ps: a título de curiosidade, e uma vez que falei de História, deixo-vos uma frase de Thomas Jefferson...um tipo já antigo, mas que tinha a "pestana bem aberta"....

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802 )

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

música para os meus ouvidos

Seguindo o tema da mudança, que como vos disse tem marcado a minha vida nos últimos tempos, vou apresentar-vos um album que me é muito querido. O álbum, foi um lançamento da PT (viva, viva!!! :P ) em 2005, e com objectivos muito nobres: homenagear a lusitanidade, propondo-se consagrar junto das novas gerações poemas de escritores como Luís de Camões, Florbela Espanca, Almeida Garret, Alexandre O'Neill ou Ary dos Santos. Os textos foram musicados com trechos de louge, house, hip-hop e bossa nova e interpretados por nomes como os Spaceboys, Sam the Kid, Beto Medina, Pacman, Kika, Marco Delgado, Margarida Pinto Correia, Marta Diasia, Sofia Morais, André Gago, Marta Dias, Melo D, entre outros.A receita das vendas do cd revertem a favor de projectos específicos do Instituto Camões para a promoção e desenvolvimento da língua portuguesa no mundo. Interessante? HHmmm...acreditem que é. E mesmo que não tenham gostado dos Lusíadas, e outros que tais, duvido que passem ao lado destes sons. A título pessoal, a minha preferida, é "Há palavras que nos beijam", de alexandre o'neill, que acho que é simplesmente assombrosa. De cada vez que ouço, não posso deixar de lembrar pessoas, momentos, enfim...
Mas como falamos de mudança, aqui fica "Mudam-se Os Tempos de Luis Vaz de Camões".
http://br.youtube.com/watch?v=YrQW2q7ibl0

Deixo-vos os links do costume, e vão ao kazaa, emule, limewire, ou onde quiserem, mas ouçam...

http://dc.sapo.pt/compostodemudanca/ , para um "cheirinho"
se quiserem ouvir tudo vão aqui .....depois digam que eu sou mau.... :P