sábado, 20 de setembro de 2008

Home is were your heart is

Ontem a noite foi diferente. O fresco da escuridão aguçou-me os sentidos e a imaginação. Gosto da noite. Gosto do fresco. Gosto do frio. Mesmo quando extremo, faz-nos sentir. Faz-nos sentir vivos, ou querer estar vivos. E sentir-nos mais confortáveis. Obriga-nos a mexer. E o movimento, é bom! Não é preciso avançar. Basta mexer. Deixamos cair o que é acessório, que pesa, e que já não interessa. Já cumpriu o seu papel. Ontem a noite foi diferente. O som das gaivotas enganava-me e o som do trânsito ao longe, bem que podia ser o mar. A lua bem clara, ajudava-me a ver melhor, mas apenas por um momento. Eu estava onde já estive. Ou seria só impressão minha? Seria só sugestão? Talvez as nuvens, que ontem assumiam formas, como já não via fazia muito tempo, me estivessem a pregar uma partida. Já não me lembrava de seguir as nuvens no céu. Mas ontem, aconteceu. E não foi em casa. Foi noutro lado. Ou não? Quando comecei a minha viagem, aprendi que a nossa casa, é o que carregamos conosco. Os 20kilos de bagagem, e as toneladas no coração. Ontem senti outra coisa: a nossa casa, é onde está o nosso coração. E não foi um truque da lua. Mas se calhar, foram as nuvens... ou seria o fresco?

1 comentário:

Anónimo disse...

When i was young, much younger than today, i used to say the same. I used to loved (still do) the cold and the rain on my skin... i wanted it to go deeper and deeper to be sure that i was alive! Like if they could somehow touch my heart, and make the pain to go away!

With no doubt, home is where the heart is... for that reason i say that i live with my head with and my heart in Pt.